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16 Agosto 2018 IESS, serviços de saúde

Movimento Brasil Competitivo participa de debate sobre a transparência na saúde

“Indiscutivelmente, temos um problema no Brasil da divulgação de dados. Não só da saúde. Profissionais e empresas, de modo geral, não gostam de terem seu desempenho mensurado. Exatamente porque isso fornece base para a tomada de decisão do consumidor”, afirmou Claudio Gastal, presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo durante o Seminário Internacional “Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente em Serviços de Saúde”, promovido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar na última quarta-feira, 15, em São Paulo.

Juntamente com Gastal, participaram do debate Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, Micha Nussbaum, diretor de Valor Médico e Acesso da Roche e Andrew Vallance-Owen, presidente do Private Healthcare Information Network (PHIN). O objetivo da mesa foi discutir a disponibilização de informações para as escolhas dos pacientes nos diferentes sistemas de saúde.

Para o presidente executivo do Movimento Brasil Competitivo, a falta de transparência é um problema crônico do Brasil. “Isso está diretamente relacionado com o sistema tripartite do nosso país. Não há problema ou falta de tecnologia, mas sim de governança entre as três esferas de poder nacional, Federal, Estadual e Municipal. Ela é multifacetada e com falta de estratégias comuns para a unificação e melhoria dos dados de diferentes setores”, argumenta Gastal.

Com especialistas nacionais e internacionais, o evento debateu as mudanças necessárias para a saúde frente aos crescentes desafios do setor sobre a qualidade da assistência ao paciente. Na ocasião, foram apresentados os resultados do 2° Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, produzido pelo IESS e pelo Instituto de Pesquisa Feluma, da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais. A publicação mostra que os hospitais públicos e privados do Brasil registraram, em 2017, seis mortes, a cada hora, decorrentes dos chamados “eventos adversos graves”, ocasionados por erros, falhas assistenciais ou processuais ou infecções, entre outros fatores.

As palestras e vídeos do Seminário Internacional “Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente em Serviços de Saúde ficarão disponíveis no site do IESS.

Assessoria de Comunicação Social do IESS