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31 Outubro 2018 segurança, debate, ministro

MBC promove debate sobre segurança com ministro Jungmann

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta terça-feira, 30, em encontro promovido pelo Movimento Brasil Competitivo, em São Paulo, que “0 Brasil prende muito e prende mal. 64% das pessoas que estão dentro do sistema prisional cometeram crimes de baixa agressividade e intensidade. Desse modo, o sistema fica superlotado e não resolve os problemas reais de segurança".

O Brasil está em 3º lugar no ranking de pessoas presas no mundo.  São 726.712 presos e 586 mil mandados de prisão em aberto, conforme dados do Ministério da Justiça. O perfil médio desses presos são jovens negros, pobres e de baixa escolaridade. Para o ministro, a segurança pública para o caso da juventude que está nas periferias pode seguir dois caminhos, o da prevenção ou repressão. Conforme ele, é preciso chegar nesses jovens antes que o crime aconteça. "Ninguém fala em ressocialização, e nós somos um fracasso nesse sentido, porque 40% das pessoas que são presas voltam cometendo crimes ainda piores. Os jovens não possuem educação antes de ir para a cadeia e saem sem educação. Que ressocialização seria possível assim?", disse.

Jungmann manifestou ainda preocupação sobre a questão do armamento de cidadãos. Para ele, a população tende a pensar que se o governo não oferece segurança, eles precisam garantir sozinhos, o que é um grande equívoco. “Se todos aqui portassem uma arma nesse instante, estaríamos mais seguros?”, questionou. "Para mim, a tutela da vida é a maior das responsabilidades do Estado. Estamos falhando nisso e isso gera uma instabilidade da democracia", ponderou.

Outra questão é o gasto com a área. Ele disse que o país nunca teve um sistema nacional de segurança pública devido à divisão de recursos. "O gasto em segurança pública é quase R$ 90 bi, distribuição entre União, estados e municípios. 85% do gasto está nas mãos dos estados”, afirma Jungmann.

Por outro lado, o ministro destacou ganhos institucionais como a criação do Ministério da Segurança Pública e o Sistema Único de Segurança Pública, além dos recursos permanentes e ações que estão em andamento como o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Na última década, o Brasil teve mais de meio milhão de mortes violentas, número comparado a guerras, isso faz o país ter a sétima maior taxa de homicídio da região das Américas, com um indicador de 31,3 mortes para cada 100 mil habitantes, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para o presidente executivo do MBC, Claudio Gastal, a parceria entre o MBC e o ministério da Segurança Pública, iniciada em junho permite atingir os objetivos estratégicos da segurança, dialogando com as necessidades da sociedade. “Essa cooperação auxilia os gestores a definir indicadores, metas, permitindo a formulação de soluções de maneira sustentável”, avaliou.

O Debate Brasil Competitivo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, foi realizado em São Paulo com conselheiros do MBC e especialistas. O presidente fundador do MBC, Elcio de Lucca, destacou a importância de debater esse tema com empresários. “Estamos em momento de transição de governo no Brasil, o ministro deixa um legado na área de gestão de segurança, precisamos dar continuidade naquilo que já foi iniciado”, afirmou.

Assessoria de Comunicação do MBC