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26 Novembro 2018 gastos, governo, estado

Gastos dos estados com servidores inativos crescem 8% em 12 meses

Os gastos dos estados brasileiros com servidores inativos cresceram, em média, 8% entre setembro de 2017 e agosto deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 26, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Já o gasto com servidores ativos cresceu 0,8% no mesmo período.

“O esforço de contenção dos gastos com servidores ativos não foi suficiente para compensar o rápido crescimento dos gastos com pessoal inativo”, explica Cláudio Hamilton dos Santos, pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo.

Segundo a pesquisa, de 2014 a 2017, vinte estados apresentaram queda no número de servidores estatutários ativos. Já o número de inativos cresceu em todos os 24 estados. Contabilizando todas as unidades da federação, o número de servidores ativos caiu 1,6% no período, enquanto o de inativos cresceu 5,6%.

 

Recuperação das receitas

Os estados tiveram uma alta de 2,7% na receita primária no primeiro semestre de 2018. A alta na arrecadação veio da recuperação gradual da economia, e de elevações de impostos como o ICMS, IPVA e ITBI – que não foram suficientes, contudo para recuperar o pico atingido em 2014.

O Ipea aponta, no entanto, que esse "espaço fiscal" conseguido pelos estados (da ordem de R$ 11,5 bilhões até agosto de 2018), foi consumidor principalmente por gastos com pessoal e encargos sociais. Com isso, houve pouco espaço para investimentos, que representaram apenas 11,5% do aumento total da despesa primária entre 2017 e 2018.

Segundo o relatório, é comum que, em anos eleitorais, as despesas com investimentos cresçam. Mas este ano, até o 4º bimestre, o gasto acumulado ficou em R$ 16,7 bilhões, abaixo de praticamente toda a série analisada pelo Ipea, em anos eleitorais ou não.

“O fato de que as contratações de pessoal têm sido insuficientes para repor os servidores que se aposentaram e os níveis baixíssimos de investimento público que temos verificado evidenciam a situação de penúria das administrações públicas estaduais”, afirma Cláudio Hamilton, autor do estudo.

Fonte: G1