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20 Setembro 2017 economia digital, transformação digital, Congresso Brasil Competitivo

Transformação digital representa desenvolvimento

O Brasil já deu sinais de que tem condições de usar a economia digital a seu favor, melhorando a qualidade de vida da população por meio de serviços públicos e privados mais eficazes. Mas ainda há muito a fazer. Problemas e soluções foram debatidos nesta quarta, 13, durante o Congresso Brasil Competitivo 2017: Economia Digital, realizado em São Paulo pelo MBC (Movimento Brasil Competitivo).

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, listou exemplos positivos que já fazem parte do nosso cotidiano, como bons serviços de internet banking, declaração de Imposto de Renda pela internet, sistema de TV analógico sendo substituído pelo digital e até um satélite enviado ao espaço em maio último, o primeiro de fabricação nacional. “Falar em políticas digitais é falar em futuro”, afirmou o ministro.

O prefeito de São Paulo, João Doria, mostrou uma visão mais crítica do papel do Brasil no contexto mundial: “O mundo é digital e o Brasil ainda não é”. O prefeito, que enfatizou o fato de sua gestão ter acabado com a edição impressa do Diário Oficial do município, disse que é importante o Estado ser eficiente, e não grande. Defendeu as privatizações e afirmou que uma máquina estatal grande se torna lenta e também mais sujeita à corrupção. “Onde o setor privado puder cumprir seu papel melhor que o setor púbico, tem que cumprir”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também defendeu mais leveza da máquina pública. “O governo não pode pesar tanto nas costas da sociedade”. Ele defendeu que o processo evolutivo da economia digital seja focado em emprego e renda, no estímulo aos empreendedores. “Temos que ter o talento de pegar os avanços da inovação e tecnologia para melhorar a qualidade de vida da população e fazer a roda da economia se fortalecer ainda mais”.

O deputado federal Thiago Peixoto, presidente da Frente Parlamentar de Economia Digital e Colaborativa, explicou como esse debate está ocorrendo no Legislativo. “O Congresso sofre pressões pra que seja escudo da economia tradicional contra as inovações”, afirmou o deputado. Segundo ele, um exemplo disso é a discussão em torno de serviços de transporte, como o Uber, em que a força do corporativismo acaba usando os debates sobre regulamentação para tentar impedir que novos negócios prosperem. Peixoto defende uma “regulamentação que não seja proibitiva”.

Para o deputado, é preciso tratar a economia digital como a própria economia, porque em breve não haverá outra economia, e quem não trouxer esse conceito para o seu negócio vai deixar de existir. “A economia digital é transversal, não é um setor. Ela lida com tudo, interfere em toda a economia”. Segundo Peixoto, a única forma de prosperar é “ter como obsessão a educação”, porque é preciso ter matéria-prima humana preparada para este cenário contemporâneo e futuro.

MBC prepara documento para candidatos à Presidência

“A economia digital é uma transformação que está em curso na vida das pessoas. Parece algo distante, mas já está acontecendo diariamente quando nos deslocamos, quando pagamos contas, quando usamos serviços”, afirmou o anfitrião do evento, Claudio Gastal, presidente executivo do MBC.

Por isso, segundo ele, é fundamental debater uma estratégia digital brasileira, viabilizando uma iniciativa coordenada entre governo, iniciativa privada e demais setores da sociedade. Nos dias de hoje, isso é essencial para impulsionar um “crescimento econômico sustentável, social e produtivo do Brasil”.

Gastal aproveitou o evento para anunciar que, a partir deste encontro, o MBC começará a trabalhar na elaboração de um documento que será encaminhado aos candidatos à Presidência da República, nas eleições de 2018, solicitando prioridade neste “tema urgente para a transformação digital do país”.

Assessoria de Comunicação Social do MBC